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Leptospirose

Leptospirose

 

Leptospirose é uma doença bacteriana, transmitida a partir da contaminação da água e do solo pela eliminação da Lepstospira interrogans pela urina de roedores como o rato ou animais domésticos (cães e gatos).

A doença evolui na grande maioria de forma branda, mas 10% dos casos podem apresentar manifestações graves que podem levar até o óbito.

 

Como se pega leptospirose?

 

O contágio ocorre ao entrarmos em contato com água ou lama contaminada com a urina de animais portadores da bactéria, principalmente após enchentes e inundações. Apesar de o animal eliminar a Leptospira na urina durante todo o ano, é no verão, período no qual chove com maior possibilidade de inundações, que ocorre maior risco de disseminação da doença.

A Leptospirose acomete principalmente roedores e mamíferos silvestres, além de acometer animais domésticos como cão e gato, mesmo quando vacinados. Estes animais podem ser portadores da bactéria e eliminá-la na urina por longo período, mesmo sem estarem doentes.

O principal transmissor da doença para o ser humano é o rato de esgoto, capaz de eliminar a bactéria na urina durante toda a vida. A Leptospira sobrevive no solo úmido ou na água e consegue penetrar na pele, nos casos de contato prolongado, ou através da boca, do nariz ou dos olhos). A presença de ferimentos na pele facilita a penetração.

Os trabalhadores de limpeza pública, limpeza de caixa de gordura, fossas domiciliares e esgoto estão sob maior risco, sendo, neste caso, a Lepstospirose considerada uma doença ocupacional. Pessoas que moram em áreas com baixas condições de saneamento, onde a presença de ratos é comum, também estão sob maior risco de contágio. Na população de maior poder aquisitivo, com condições de saneamento adequadas, a transmissão ocorre através de animais domésticos contaminados e, principalmente, em atividades recreativas, como o ecoturismo.

 

Quais são os sintomas e como tratar?

 

A maioria dos casos são assintomáticos ou se apresentam com poucos sintomas, como febre alta de início súbito, dor de cabeça que não melhora, dor muscular de grande intensidade, generalizada, principalmente nas panturrilhas. Pode haver diarréia, vômitos, levando à desidratação e os olhos ficam avermelhados. Nos casos graves, a partir do 3º dia surge icterícia (olhos e pele amarelados) e podem aparecer manchas avermelhadas no corpo. Há redução do volume urinário e o paciente pode evoluir para insuficiência renal, podendo necessitar de diálise. Em alguns casos, pode haver manifestações hemorrágicas graves. Em 10% dos casos graves pode ocorrer óbito.

O diagnóstico da Leptospirose é baseado nos sintomas do paciente e principalmente pela história de exposição prévia à água ou dejetos que podem estar contaminados pela urina de rato. Todo paciente que se apresente com sintomas compatíveis após períodos de enchente devem ser investigados para a doença. A sorologia realizada através do exame de sangue deve ser solicitada no início do quadro e confirmada após 15 dias. O isolamento da Leptospira na urina só é possível na primeira semana após o contágio, quando o paciente está pouco sintomático e raramente procura atendimento médico ou a doença é suspeitada.

Apesar de ser uma doença bacteriana, o uso de antibióticos não está recomendado para a maioria dos casos, uma vez que as manifestações da doença ocorrem pela reação do sistema imunológico do organismo desencadeada pela presença da Leptospira. O tratamento consiste então em administrar medicamentos sintomáticos até que o próprio organismo se recupere dos sintomas causados pela infecção. Não se deve utilizar medicamentos que contenham ácido acetil-salicílico (AAS) pois podem aumentar o risco de sangramentos.

 

Previna-se

 

Não existe vacina disponível contra a Leptospirose. Quando ocorrerem enchentes e inundações, deve-se evitar o contato com a água e lama que se formam.

A transmissão é menor durante a inundação pela diluição da Leptospira no grande volume de água que se forma, mas é muito alta após a inundação quando se procede a limpeza da lama e água que fica empoçada, onde a presença da bactéria depositada pela urina de animais como o rato é bastante alta. Nestes casos deve-se utilizar botas de cano longo e luvas impermeáveis. Os mesmos cuidados devem ser tomados quando for realizada a limpeza de fossas domiciliares.

A água para ingestão deve ser sempre tratada e durante as enchentes, se houver possibilidade de contaminação de reservatórios, a água deverá ser fervida ou clorada. Durante passeios e turismo ecológico, sempre que for necessário entrar em locais com água parada ou lama, os pés devem estar protegidos por calçados impermeáveis e não se deve permitir o contato da água com os olhos, nariz e boca. Além disso, o controle de roedores no ambiente contribui para a redução de risco em áreas onde as condições de saneamento não são ideais.

 

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